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Educação no trânsito – Ativo – Ativo

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Não sei se todos sabem, mas há uma
falta de empatia muito grande por boa parte dos motoristas em relação a
corredores, e claro, coloquemos a recíproca como podendo ser verdadeira. Ao
longo do tempo, temos visto vários casos de acidentes de trânsito envolvendo
motoristas, ciclistas principalmente, e corredores.

Os desrespeitos acontecem em grande parte a nível nacional, mas no exterior também existem atritos com pequenas regras sendo quebradas por ambos os lados. Motoristas desatentos e corredores que se acham no direito de entrar na via carroçável e correr “só um metro”, o que é o bastante para uma tragédia monumental.

Bate-boca entre corredores e
motoristas geram discussões como aquela da Praia do Jurerê durante os dias que
antecediam uma disputa de triathlon. A ironia é que ambos os personagens
estavam na cidade para participar do evento. São muitos os casos de atropelamentos
nas ruas e até mesmo dentro da USP.

Esses casos de trânsito são um
dos poucos onde a violência entra na corrida, em nosso ambiente alegre, sincero
e de paixão.

E essa relação no meu entender chega ao seu ápice em corridas com trânsito controlado, principalmente em maratonas que exigem um tempo maior de interrupção no trânsito. Falta cidadania, falta empatia, falta educação.

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Falta ainda muita orientação
aos motoristas brasileiros no que tange sua relação viária, de cidadania e
esportiva em relação a eventos que literalmente param o fluxo de automóveis.

Muitas vezes os motoristas são
pegos de surpresa. Faixas são colocadas nos dias em que antecedem a maratona,
mas as informações das faixas são insuficientes para que os motoristas não
caiam na armadilha/arapuca de ficarem presos em um cruzamento.

Além disso, a maioria do
pessoal que controla as vias obstruídas é inflexível. Com um pouco de boa
vontade, poderia liberar os carros, entre a passagem de um corredor ou outro.
Mas não é bem assim que acontece.

Cabe então às organizadoras
enfatizarem junto a população – afinal os Departamentos de Trânsito cobram
taxas altíssimas das organizadoras – maiores ações de comunicação como espalhar
faixas sobre as interdições de rua ao longo do percurso, panfletagem nos
cruzamentos… enfim, educar para depois cobrar.

É um trabalho de cultura
running e convivência entre os atores, sejam eles corredores ou motoristas.

Muitos motoristas são
corredores, muito corredores são motoristas.

Paz no trânsito é o melhor caminho.

Fonte Oficial: Ativo.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Portal Corrida.

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